Dia do Economista terá debate sobre desafios e oportunidades para a profissão na era da IA

Em homenagem ao Dia do Economista, celebrado em 13 de agosto, o Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon-RN) realiza, nesta quinta-feira (13), o debate “Ainda vale a pena ser economista? O futuro da profissão em um mundo de IA e dados”, a partir das 19h, no Auditório do NEPSA 1, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) da UFRN.

O debate contará com a participação de Victor Rangel, economista, mestre em Políticas Públicas pelo Insper e colunista da Folha de S.Paulo. Também participam os conselheiros do Corecon-RN Janaina Alves, Pollyana Neves e Elizeu Maniçoba.

A escolha do tema parte das transformações que a inteligência artificial já provoca na área econômica. A tecnologia modifica a forma como dados são produzidos, analisados e utilizados na tomada de decisões e também provoca mudanças nas competências exigidas dos profissionais. Funções tradicionais passam por transformações, enquanto novas possibilidades de atuação surgem na relação entre Economia, tecnologia e análise de dados.

Para Janaina Alves, a discussão sobre os impactos da inteligência artificial na profissão já não pertence ao campo das previsões. “Isso já deixou de ser uma discussão sobre o futuro, é discussão sobre o agora. A inteligência artificial já está mudando a forma com que a gente, economista, pesquisa, trabalha com dados, produz relatório. Isso já está acontecendo”, afirma.

Para os estudantes de Economia, o debate ganha importância por ocorrer em um momento de mudanças no mercado de trabalho. A inteligência artificial já está presente em métodos de pesquisa e modelagem econômica e ferramentas de previsão. 

A discussão durante a graduação pode ajudar os estudantes a compreender esse cenário e a desenvolver competências que complementam sua formação. O domínio técnico da Economia passa a dividir espaço com habilidade relacionadas à tecnologia, à interpretação de informações e à capacidade de tomar decisões em ambientes cada vez mais automatizados.

A Semana do economista também busca aproximar estudantes, profissionais e o Conselho Regional de Economia, possibilitando a troca de experiência sobre o mercado de trabalho e ampliando o acesso dos estudantes às discussões sobre a profissão, enquanto contribui para uma formação mais conectada às transformações da área.

A iniciativa também fortalece o papel do Corecon-RN como espaço de diálogo com os futuros economistas, estimulando a participação dos estudantes nas discussões sobre os caminhos das profissões e as mudanças que já afetam o mercado.

A aproximação entre esses grupos também é apontada pela conselheira Janaina como uma forma de aproximar os estudantes do próprio Conselho. “O estudante não devia conhecer o Conselho só na hora de fazer registro profissional, depois de formado. A ideia é que ele já enxergue o Corecon como espaço de formação continuada mesmo, de discussão, de conexão com outros economistas, de acompanhar pra onde a profissão está indo”, destaca.

A expectativa para o encontro é ampliar a compreensão dos participantes sobre os impactos da inteligência artificial na economia, além de apresentar as novas habilidades necessárias para a atuação profissional. O debate também pretende incentivar a busca por atualização e formação complementar diante das transformações tecnológicas.

“Ainda vale a pena ser economista? Vale. Só que provavelmente não para fazer o mesmo trabalho que o economista fazia vinte anos atrás”, conclui a conselheira.

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