UFRN e MTur lançam e-book sobre mapeamento do turismo em comunidades indígenas no Brasil

O Ministério do Turismo lançou, na última quinta-feira (13), o e-book Mapeamento do Turismo em Comunidades Indígenas no Brasil, durante a programação no estande “Conheça o Brasil”, localizado na Green Zone da COP 30, em Belém (PA). A publicação, produzida em parceria com o Departamento de Turismo do Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Detur/CCSA/UFRN), reúne um panorama inédito das iniciativas de turismo desenvolvidas por povos indígenas em diferentes biomas do país.

O documento apresenta um diagnóstico detalhado das experiências de etnoturismo, identificando comunidades, práticas, demandas e modelos de gestão que integram o turismo de base comunitária no território brasileiro. O material também destaca a diversidade cultural das populações indígenas e o papel do turismo responsável como instrumento de autonomia, valorização cultural e fortalecimento territorial.

A publicação integra o projeto Brasil, Turismo Responsável, desenvolvido em parceria entre o Ministério do Turismo e o Detur (CCSA/UFRN). A iniciativa orienta destinos turísticos brasileiros na adoção de ações de gestão responsável e na promoção de boas práticas que envolvem preservação ambiental, manutenção cultural e valorização de comunidades tradicionais.

O projeto compreende atividades de ensino, pesquisa e extensão, além da elaboração de materiais técnico-orientadores, planos de visitação turística em comunidades indígenas, conteúdos audiovisuais educativos e cursos de extensão sobre Turismo Responsável. Suas ações incluem educação ambiental, valorização cultural, gestão comunitária, prevenção à exploração sexual no turismo e capacitação de gestores e prestadores de serviços por meio de cursos virtualizados. 

De acordo com Leilianne Barreto, professora do Departamento de Turismo (Detur) e uma das coordenadoras do projeto na UFRN, a ideia do desenvolvimento do e-book surgiu após ser observado que, apesar do número crescente de comunidades indígenas que praticam atividades turísticas, pouco se conhece sobre a realidade do turismo envolvendo os povos originários no território nacional.

“O documento vem preencher essa lacuna referente à carência de informações, apresentando o panorama geral do turismo em comunidades indígenas no Brasil”, comenta Barreto.

O mapeamento realizado pelo livro identifica a distribuição espacial das iniciativas, as etnias envolvidas, os tipos de experiências oferecidas, as demandas das comunidades e os impactos do turismo nos territórios, trazendo um diagnóstico abrangente que subsidia políticas públicas e ações estratégicas para o setor.

“A compilação de dados detalhados possibilitou o desenvolvimento de um diagnóstico abrangente e esclarecedor, estimulando a promoção de boas práticas e potencializando o Turismo Sustentável e Responsável nas comunidades indígenas, de modo que elas possam assumir o protagonismo da atividade e se beneficiarem de todo esse processo”, ressalta Leilianne Barreto.

O e-book Mapeamento do Turismo em Comunidades Indígenas no Brasil foi lançado pela Editora da UFRN (EDUFRN) e está disponível gratuitamente pelo link.

COP 30

Mais conhecida como COP 30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, é um dos principais encontros anuais globais dedicados ao debate e à formulação de ações para enfrentar a crise climática. 

Reunindo líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil, este ano, o evento está acontecendo na cidade de Belém, no Pará, marcando a primeira vez que a conferência será sediada na Amazônia. A realização em território brasileiro reforça a relevância estratégica da região para o equilíbrio climático do planeta, além de representar uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar sua liderança em negociações climatológicas e demonstrar avanços em energias renováveis, biocombustíveis, agricultura de baixo carbono e preservação ambiental. 

Entre os principais temas da COP 30 estão a redução de emissões de gases de efeito estufa, adaptação climática, financiamento para países em desenvolvimento, tecnologias de baixo carbono, preservação de florestas e biodiversidade, além de justiça climática e dos impactos sociais decorrentes das mudanças do clima.

0 Comments

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*